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Parlendas no processo de alfabetização

As parlendas são poemas orais curtos e rimados do folclore infantil. Geralmente recitadas em brincadeiras, elas encantam as crianças pelo ritmo e pela sonoridade, facilitando a memorização dos versos. Além disso, “as parlendas são recursos valiosos na alfabetização”. No 1.º ano, por exemplo, ajudam a introduzir as crianças aos sons da língua de forma lúdica e reforçam o interesse inicial pela leitura e escrita.


Vantagens pedagógicas das parlendas


  • Desenvolvimento da consciência fonológica: Ao brincar com parlendas as crianças percebem e manipulam os sons da fala (rimas, sílabas e fonemas). Esse contato com padrões sonoros rimados fortalece a capacidade de discriminar sons e relacioná-los às letras.

  • Treino do ritmo e da memorização: O padrão cadenciado das parlendas (sons repetitivos e melodia simples) torna o aprendizado mais divertido. Recitar versos ritmados em voz alta estimula a entonação e exercita a memória auditiva – as crianças “praticam o ritmo da fala e a memorização” simultaneamente.

  • Ampliação de vocabulário e conexão cultural: Os versos das parlendas trazem palavras do folclore e do cotidiano infantil, enriquecendo o repertório linguístico dos alunos. Trabalhar esses textos ajuda a valorizar a cultura popular local e liga a alfabetização a contextos reais da vida das crianças.

  • Estímulo à ludicidade: O caráter lúdico das parlendas (sua forma rítmica, sonora e até motora) envolve os alunos no aprendizado. Elas proporcionam uma “aprendizagem lúdica” – além de divertir, ensinam de forma ritmada e interativa. Isso aumenta a motivação, faz a aula de alfabetização ser mais dinâmica e facilita a aceitação dos conteúdos pelos pequenos.


Atividades práticas em sala de aula


Para explorar as parlendas em sala, proponha atividades que integrem fala, som e movimento. Por exemplo: reúna as crianças em roda e recite parlendas usando palmas, batucando ou acompanhando com músicas simples. Estimule-os a dramatizar os versos com gestos, fantoches ou mímicas – “Fazer dramatizações para tornar a experiência mais visual” é uma dica pedagógica eficaz. Outra ideia é transformar parlendas em canções curtas ou composições musicais, reforçando a cadência das rimas.

Você pode também usar recursos audiovisuais: grave as crianças recitando uma parlenda e reproduza o vídeo para a turma. Além de tornar a atividade mais envolvente, essa estratégia permite que elas percebam sua própria entonação e ritmo, fortalecendo a consciência fonológica e o vocabulário. Segundo experiências pedagógicas, atividades assim – recitação em vídeo compartilhada com a família – aumentam o interesse, a confiança e o senso de evolução dos alunos. Em resumo, integrar parlendas em brincadeiras e pequenos projetos (como criar um jogo de completar versos) é uma forma criativa de unir ludicidade e alfabetização na prática.


Exemplos de parlendas


  • “Batatinha quando nasce, espalha rama pelo chão; Menininha quando dorme, põe a mão no coração.” Versos tradicionais que trabalham ritmo e permitem usar gestos (por ex., bater palmas no ritmo das sílabas).

  • “Dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos; fura-bolos, cata-piolhos.” Esse clássico ajuda a contar os dedos da mão e brincar com a sequência das palavras rimadas.

  • “O sapo não lava o pé, não lava porque não quer…” (parlenda popular) – Aborda hábitos de higiene com rima simples, facilitando a repetição pela turma.

Esses exemplos demonstram como parlendas familiares são usadas em sala: sejam versos curtos e fáceis de decorar, eles podem ser acompanhados de gestos, palmas e música para reforçar o aprendizado. Em cada recitação, as crianças praticam sons e ritmos, associam palavras ao movimento e se divertem – tornando a alfabetização um processo mais natural e significativo.



Fontes: 


Parlendas como Ferramenta de Alfabetização | PDF | Alfabetização | Pedagogia


“BRINCANDO COM AS PALAVRAS: O ENCANTO DAS PARLENDAS” • 6º Fórum Internacional de Educação



Consciência Fonológica e Parlendas: o que são e por que são tão importantes para as crianças? - Instituto NeuroSaber


PARLENDAS e TRAVA-LÍNGUAS


 
 
 

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